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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mal-entendido

cloacanews.blogspot.com - recebido por e-mail, sem identificação de autoria.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Esmola Polar

Charge postada com a autorização do chargista. ivancabral.blogspot.com


Um próspero ano novo, tudo de bom pra você, que você seja muito feliz, blá, blá, blá.. Todo final de ano é a mesma coisa, desejamos por desejar, para pessoas que muitas vezes acabamos de conhecer. Regados a champagne e no calor  dos  fogos de artifícios damos uma olhada ao nosso redor e percebemos, por alguns minutos, o outro, a família que tanto nos ama, nosso castigado planeta. Mas não percebemos que em todo ano o que importa, na real, é apenas nosso umbigo. Por isso, este final de ano quero "desejar" de uma forma um pouco diferente, desejo que todos trabalhem seus pequenos porém mágicos gestos. Abraços apertados, falar eu te amo pra quem amamos, guardar o lixo até encontrar uma lixeira, fazer a manutenção do carro, tentar não desperdiçar nossa preciosa água, cultivar amizades. Compreender, reciclar, economizar, amar, viajar, ajudar, estudar. E que nosso amigo polar aí de cima aguente mais um tempo sem esquentar a cabeça.



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Comunicar-se-ia...

MARCONDES FILHO, Ciro. Até que ponto, de fato, nos comunicamos?: uma reflexão sobre o processo de individuação e formação. São Paulo: Paulus, 2004. Pg. 15-16.


"A comunicação não está na difusão em massa dos jornais, televisões, revistas, publicidades de rua e semelhantes; aí ela é apenas difusão, eu emito sinais e formas livremente e alguém os capta, mas, rigorosamente, não se trata de comunicação, pois não há ação recíproca, a troca, o aprendizado instantâneo e num mesmo ambiente contextual de um com o outro. Quer dizer, a comunicação não se realiza no expresso, no intencional, na maquiagem que pretendemos de nós, de nossas coisas, de nossos produtos, de nossas ações; tudo isso fornece sinais de nós, que são decodificados livre e aleatoriamente pelos que são por eles sensibilizados. No não-intencional, na imagem que transmitimos incontroladamente de nosso corpo, de nossa postura, de nossa expressão, deixamos entrever o que há de sincero em nós. São da mesma forma sinais, só que, desta vez, não-intencionais. Nenhum dos dois é rigorosamente comunicação.


Comunicação tampouco é instrumento, mas, acima de tudo, uma relação entre mim e o outro ou os demais. Por isso, ela não se reduz à linguagem, menos ainda à linguagem estruturada e codificada numa língua. Ela ultrapassa e é mais eficiente que esse formato, realizando-se no silêncio, no contato dos corpos, nos olhares, nos ambientes." p. 15-16.


Ciro Marcondes Filho, sociólogo, jornalista, professor titular da ECA-USP, doutor pela Universidade de Frankfurt (Alemanha), com pós-doutorado pela Universidade de Grenoble (França). Publicou, dentre outras obras, A produção social da loucura (Paulus, 2003).